APLICAÇÃO · GEORREFERENCIAMENTO

Equipamento para Georreferenciamento: o que o INCRA exige

O aparelho de georreferenciamento de imóvel rural para certificação no SIGEF é um receptor GNSS que trabalha com fase da portadora, nos métodos do Manual Técnico do INCRA: estático, RTK com base própria, RTK em rede (NTRIP) ou PPP. A estação total entra onde o GNSS não chega. Vendemos e alugamos GPS RTK Stonex e FJD e estação total Stonex, com treinamento, suporte e o software que gera a planilha do SIGEF.

Atualizado em 8 de outubro de 2026

Norma do INCRA

O que o INCRA exige do equipamento para georreferenciamento

Hoje vale o Manual Técnico para Georreferenciamento de Imóveis Rurais, 2ª edição (Portaria INCRA 2.502/2022). Ele não aprova marca nem modelo de aparelho: define os métodos de posicionamento aceitos, o código de cada método e a precisão que cada vértice precisa atingir. Por isso, a pergunta certa não é "qual marca o INCRA aceita", e sim "esse equipamento executa o método que o vértice exige".

Precisão exigida por tipo de limite

Limite artificial: até 0,50 m

Cerca, muro, estrada, vala, canal. É o caso mais comum e o mais exigente (Manual Técnico, item 1.4.4).

Limite natural: até 3,00 m

Curso d'água e outras feições naturais, com vértices adensados para acompanhar a sinuosidade (itens 1.4.4 e 2.4.1.8).

Limite inacessível: até 7,50 m

Onde não é possível ocupar o vértice. A precisão é a resultante planimétrica; a altitude não entra no cálculo (itens 1.4.3 e 1.4.4).

Métodos de posicionamento aceitos (códigos PG e PT)

PG1 · Relativo estático

Receptor parado no vértice, rastreio pós-processado. Tempo mínimo de 20 min para linha de base de até 10 km (Tabela 4 do Manual Técnico).

PG6 · RTK convencional

Base própria transmitindo correção ao rover, em geral por rádio. Em limite artificial, só vale com solução fixa (item 3.1.2.1).

PG7 · RTK em rede

Correção pela internet (NTRIP), de uma rede de estações. O manual cita a RBMC-IP do IBGE (item 3.1.2.2).

PG9 · PPP

Posicionamento por ponto preciso pós-processado, como o IBGE-PPP (item 3.1.3).

PT1 a PT9 · Topografia clássica

Estação total: irradiação, poligonação, estação livre (PT9) e outros. Poligonação exige redundância e ajustamento (item 3.2).

Código e DGPS: só limite natural

Fase da portadora é a única observável aceita para limite artificial e vértice de apoio. GPS só de código (PG5) e DGPS (PG8) ficam restritos ao limite natural (item 3.1.1 e Tabelas 6 e 7).

Os métodos PG1, PG6, PG7 e PG9 aceitam limite artificial ou natural e vértices M e P (Manual Técnico, Tabelas 6 e 7). O credenciado também guarda os arquivos brutos do GNSS em RINEX e formato nativo, inclusive no RTK (cap. 4). O método de cada vértice é responsabilidade do profissional credenciado no INCRA.

GNSS RTK x estação total

GPS para georreferenciamento ou estação total: quando usar cada um

O GPS para georreferenciamento (receptor GNSS RTK) é o equipamento principal. Ele não precisa de linha de visada entre os pontos, cobre perímetros longos e grava a coordenada de cada vértice já com o código do ponto. Com base própria (PG6) ou com correção pela internet (PG7), mede o vértice em tempo real; no estático (PG1), grava os dados brutos para processar depois, o caminho usual para o vértice de apoio e para a coordenada da base.

A estação total complementa onde o GNSS é inviável: mata fechada, divisa encostada em construção, vértice sob obstrução. O Manual Técnico trata a topografia clássica como complemento nesses casos (item 3.2). Ela parte de vértices conhecidos, levantados com o GNSS, e mede por irradiação ou estação livre (PT9).

O drone não substitui nenhum dos dois. A aerofotogrametria (PS1) é método previsto, mas só gera vértice V, não serve para vértice M, exige pontos de checagem e não dispensa a ida a campo (Manual Técnico, itens 3.4 e 3.4.1). A identificação do limite é sempre feita in loco, com os confrontantes presentes (item 2.3.1). Os drones DJI que trabalhamos são só para venda.

Stonex

Equipamentos de georreferenciamento Stonex

Métodos de cada modelo conforme a ficha técnica do fabricante. Os receptores Stonex convertem os dados brutos para RINEX, o formato da guarda de documentação do Manual Técnico. O software de campo Cube-a vai incluso nos conjuntos GNSS Stonex.

Receptores GNSS RTK (venda e locação)

Stonex S880

Estático (PG1), RTK com base própria por rádio interno opcional (PG6) e RTK em rede por SIM ou Wi-Fi (PG7). Ver o S880

Stonex S950

Estático (PG1), RTK com rádio UHF 2 W interno, como base ou rover (PG6), e RTK em rede pelo modem com SIM (PG7). Ver o S950

Stonex S999

Estático (PG1), RTK com rádio interno opcional (PG6) e RTK em rede por SIM ou Wi-Fi (PG7). Ver o S999

Stonex S980+ BE

Estático (PG1), estático rápido (PG2), RTK com base própria (PG6) e RTK em rede (PG7). Ver o S980+ BE

Receptores e bases só para venda

Stonex S1000

Estático (PG1), estático rápido (PG2), RTK com rádio UHF interno (PG6) e RTK em rede por SIM ou Wi-Fi (PG7). Ver o S1000

Stonex S599

Receptor de bolso: estático (PG1) e RTK em rede pelo Wi-Fi do celular ou da coletora (PG7). Não tem rádio interno. Ver o S599

Estações de referência SC650 (U) e SC2200

Base fixa: grava dados brutos e exporta RINEX para o estático (PG1) e transmite correção por NTRIP para rovers em RTK (PG6 e PG7). Ver a SC650 (U)

Coletoras S60G e S80G

Coletoras com módulo GNSS: estático (PG1), RTK (PG6) e RTK em rede (PG7), para cadastro e levantamento. Ver as coletoras

Estação total Stonex

Stonex R20 (venda e locação)

Irradiação (PT5) e resseção, base da estação livre (PT9). É a estação total da nossa linha de locação. Locação de estação total

Stonex R40, R120 e R180 (venda)

Irradiação (PT5) e estação livre (PT9). Na R40, a estação livre é feita pelo Cube-a embarcado. Comparar as estações totais

FJD

Equipamentos de georreferenciamento FJD

Métodos de cada modelo conforme a ficha técnica do fabricante. Os conjuntos GNSS FJD saem como rover com coletora E600 (app Trion Survey) ou como par base + rover; o pós-processamento do estático e do PPK é feito no GNSS Studio.

Receptores GNSS RTK (venda e locação)

FJD Trion V10a

Estático e estático rápido (PG1 e PG2), PPK (PG3 e PG4), RTK com rádio UHF 2 W interno (PG6) e RTK em rede pelo modem 4G com Nano-SIM (PG7). Ver o V10a

FJD Trion V10i

Os mesmos métodos do V10a (PG1, PG2, PG3, PG4, PG6 e PG7), com câmeras. O ponto medido pela imagem serve para detalhe; o vértice de limite é medido pelo GNSS. Ver o V10i

FJD Trion V10L

Os mesmos métodos do V10a, com laser verde para ponto de difícil acesso. O vértice de limite é medido pelo GNSS, não pelo laser. Ver o V10L

FJD Trion V1t Pro (base 5 W)

A base do par FJD: estático e estático rápido (PG1 e PG2), PPK e RTK por rádio UHF interno de até 5 W (PG6). Ver o V1t Pro

Só para venda

FJD Trion N10

Estação de referência fixa: transmite correção por NTRIP para os rovers trabalharem em RTK (PG6 e PG7). Ver o N10

FJD Trion V4e Pro (Mini RTK)

Só como rover RTK (PG6 e PG7), com correção recebida pelo celular ou pela coletora. Não faz estático, PPK nem PPP. Ver o V4e Pro

Nenhum desses equipamentos tem aprovação de marca ou modelo pelo INCRA, porque o INCRA não faz esse tipo de aprovação. O que a ficha comprova é o método que cada aparelho executa. Para limite artificial no RTK, vale só solução fixa (Manual Técnico, item 3.1.2.1).

Locação ou compra

Alugar ou comprar o equipamento para georreferenciamento

Locação a partir de 2 dias, sem caução. Quanto maior o período, menor o valor por dia. Contrato assinado on-line, retirada em uma das sedes (São Paulo, Sorocaba, Mogi Mirim) ou em aeroporto, e seguro opcional, orçado na hora de fechar. O equipamento sai calibrado, com certificado de aferição.

Na locação de GNSS: Stonex S880, S950, S980+ BE e S999 e FJD V1t Pro, V10a, V10i e V10L, em par base + rover ou em unidade NTRIP. Na locação de estação total, o modelo é a Stonex R20; R40, R120 e R180 são só venda. A disponibilidade de modelo e de data depende do estoque.

Na compra: garantia de 1 ano do fabricante, suporte gratuito por telefone, WhatsApp e e-mail por 1 ano e assistência técnica na Alezi, com equipamento reserva. Se a locação virar compra, o último mês de locação é abatido.

Treinamento

Na venda e na locação: presencial na sede, de 1 dia, para até 3 ou 4 pessoas, ou remoto, por vídeo.

Terra Tech e GPS Agrimensora

Empresas do Grupo Alezi Teodolini: a GPS Agrimensora importa e fatura a linha Stonex; a Terra Tech, a linha FJD.

Desde 1970

Atendimento de segunda a sexta, das 8h às 18h, com showroom em Perdizes, São Paulo.

Software

Software para georreferenciamento e planilha do SIGEF

No campo, o receptor coleta com o app que acompanha o conjunto: Cube-a nos Stonex, Trion Survey na coletora E600 nos FJD. No escritório, o DataGeosis Office, software da Alezi Teodolini, gera automaticamente a planilha ODS do SIGEF, aberta direto no LibreOffice, além do memorial descritivo e da carta de confrontação de cada confrontante. Licença vitalícia, com chave de ativação e versão demo.

Planilha do SIGEF

Do levantamento à planilha ODS do SIGEF. Software para georreferenciamento e SIGEF

Memorial descritivo

Memorial e cartas de confrontação. Software para memorial descritivo

Divisão de glebas

Desmembramento e loteamento. Software para divisão de glebas

Estradas e terraplenagem

Projeto geométrico e terraplenagem. Software para estradas e terraplenagem

Corte, aterro e curvas

Volumes e curvas de nível. Software para volume de corte e aterro

Correção RTK pela internet

CEGAT e NTRIP: RTK em rede sem base própria

No RTK em rede (PG7), um receptor só recebe a correção pela internet, por NTRIP, sem montar base no campo. Os dados de acesso (servidor, porta, usuário, senha e ponto de montagem) vêm de quem fornece a correção: a RBMC-IP do IBGE, citada no próprio Manual Técnico (item 3.1.2.2), ou um serviço contratado.

O CEGAT é o serviço de correção da Alezi Teodolini: RTK via NTRIP a partir de uma rede própria de bases geodésicas, com plano diário, mensal, semestral ou anual. A gente manda os dados de acesso por escrito para configurar no app do receptor. Ver os planos do CEGAT · RTK, NTRIP e CEGAT: as diferenças

Dúvidas frequentes

Perguntas sobre equipamento para georreferenciamento

O INCRA aprova marca ou modelo de aparelho de georreferenciamento?

Não. O Manual Técnico de Georreferenciamento (2ª ed.) define métodos e precisões, não aprova marca nem modelo. Em limite artificial a precisão exigida é de até 0,50 m, com fase da portadora, e o RTK só vale com solução fixa. Os receptores GNSS RTK que vendemos e alugamos fazem RTK com base própria, RTK em rede (NTRIP) e levantamento estático.

Qualquer GPS serve para georreferenciamento?

Não. Para cerca, muro e os demais limites artificiais e para vértice de apoio, o Manual Técnico aceita só a fase da portadora (item 3.1.1). GPS só de código e DGPS ficam restritos a limite natural. Por isso o GPS para georreferenciamento é um receptor GNSS RTK geodésico, não um GPS de navegação.

Preciso de base e rover ou dá para trabalhar com um receptor só?

Dá dos dois jeitos. No RTK por rádio você trabalha com um par: uma base parada num ponto e um rover. Com um receptor só, você recebe a correção pela internet (NTRIP), da RBMC-IP do IBGE ou do CEGAT, ou grava os dados e pós-processa depois. No par FJD, a base é o V1t de 5 W e o rover é um da linha V10.

Para usar RTK tenho que pagar assinatura?

Não precisa. Com base própria, a correção vai por rádio, sem mensalidade. Para RTK em rede, você precisa de uma conta NTRIP, que pode ser de um serviço contratado, como o nosso CEGAT, ou da RBMC-IP do IBGE, rede que o próprio Manual Técnico cita para RTK em rede.

A estação total é aceita no georreferenciamento?

Sim. Os métodos de topografia clássica (PT1 a PT9), como a irradiação e a estação livre, aceitam limite artificial ou natural e vértices M e P (Tabelas 6 e 7 do Manual Técnico). Ela complementa o GNSS onde ele é inviável, partindo de vértices conhecidos. Poligonação exige redundância, ajustamento e no mínimo 4 vértices de referência, exceto a poligonal tipo 1 (item 3.2).

O drone substitui o GNSS no georreferenciamento?

Não. A aerofotogrametria com drone (PS1) só gera vértice V, não serve para vértice M, exige pontos de checagem e não dispensa a ida a campo (Manual Técnico, itens 3.4 e 3.4.1). Ela complementa o levantamento em áreas maiores; os vértices medidos continuam saindo do GNSS.

O ponto medido com o laser ou a câmera do receptor vale como vértice?

Não. O laser do FJD V10L, a medição por imagem do V10i e os recursos de laser e foto da linha Stonex servem para levantamento, detalhe e ponto de difícil acesso. Para vértice de limite no SIGEF, o ponto tem que ser medido pelo GNSS.

Qual o período mínimo de locação? Precisa de caução?

A locação é por período, a partir de 2 dias, e quanto maior o período, menor o valor por dia. Não pedimos caução, o seguro é opcional e o contrato é assinado on-line. O equipamento sai calibrado, com certificado de aferição, e o treinamento vale também na locação.